<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1208590568973495302</id><updated>2011-07-28T08:50:22.018-03:00</updated><category term='Filme'/><category term='Alfred Hitchcock'/><category term='Livros'/><category term='Teatro'/><title type='text'>Acalanto Cultural</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://acalantocultural.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1208590568973495302/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acalantocultural.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Acalantador Cultural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04814305088046691318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1208590568973495302.post-1161660759308040346</id><published>2009-06-23T09:40:00.000-03:00</published><updated>2009-06-23T09:44:19.304-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Moda, ditadura e nervos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/SkDNzxiRD8I/AAAAAAAAAB0/OELSefkcTBk/s1600-h/aditaduradamoda.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 212px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/SkDNzxiRD8I/AAAAAAAAAB0/OELSefkcTBk/s320/aditaduradamoda.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350502646670233538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Calça skiny e blusa dourada. Termos do mundo da moda na ponta do lápis. Uma cadeira reservada na fila A, sempre com uma assessora para guiá-la até o púlpito. A capacidade de, apenas ao olhar, saber as marcas que outros vestem. Ela ainda posa para algumas colunas sociais e de moda. E, no fim das contas, ainda dita o que se deve envergar, no quesito vestiário, na estação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ludimila Correia é filha de comunistas nascida na década de 70. O pai fora morto pela ditadura, a mãe abduzida por uma comunidade alternativa, para acreditar em extraterrestres e trabalhar com a terra. Ela, incrivelmente, trabalha no mundo capitalista da moda. Adora o que faz, além de comprar, seja em lojas caras ou brechós e grandes atacados, esses tidos como seu processo de subversão ao sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo tranqüilo, até deparar-se com frases de ordem em plena semana de moda. Escreve “o povo, na rua, derruba a ditadura!”, quando deveria rabiscar sobre cores, caimentos e tendências. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Ditadura da Moda&lt;/span&gt;, da jornalista Nina Lemos, é como uma viagem entre o conforto atual e o desconforto com as ideologias do passado de uma jovem de 35 anos, solteira, cheia de medos e com o receio de revelar seus antecedentes e receber em troca rótulos ou estigmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquizofrênica ou não, as vozes que seguem a jornalista com as frases de ordem a levam a pensar “que diabos ela está fazendo”. O tempo todo imagina a tia, comunista férrea, a reprovando pelo uso de palavras em inglês, por provocar o endeusamento ao supérfluo. Mas não desanima ao comprar uma camiseta com a figura de Che e, abaixo, o nome de uma famosa estilista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Ditadura da Moda&lt;/span&gt; é livro para ser lido no fim de tarde. Ele é curto, com doses de humor homeopáticas e com conflitos femininos que encaixam muito bem na vida de qualquer mulher que já teve problemas com roupas ou ex-namorados. Além disso, uma suave contextualização do nosso passado ferrenho e do mundo de aparências que impera o hoje. O final é capenga, mas todo mundo comete deslizes na hora de se vestir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1208590568973495302-1161660759308040346?l=acalantocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acalantocultural.blogspot.com/feeds/1161660759308040346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acalantocultural.blogspot.com/2009/06/moda-ditadura-e-nervos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1208590568973495302/posts/default/1161660759308040346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1208590568973495302/posts/default/1161660759308040346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acalantocultural.blogspot.com/2009/06/moda-ditadura-e-nervos.html' title='&lt;b&gt;Moda, ditadura e nervos&lt;/b&gt;'/><author><name>Acalantador Cultural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04814305088046691318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/SkDNzxiRD8I/AAAAAAAAAB0/OELSefkcTBk/s72-c/aditaduradamoda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1208590568973495302.post-372981253995283694</id><published>2009-06-08T20:30:00.000-03:00</published><updated>2009-06-08T20:38:44.967-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filme'/><title type='text'>Delicadeza para partir</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/Si2gAodT4MI/AAAAAAAAABs/EsaOeiTNvMg/s1600-h/okuribito.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 170px; height: 241px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/Si2gAodT4MI/AAAAAAAAABs/EsaOeiTNvMg/s320/okuribito.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345104265479446722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A comparação que farei agora é bem rasteira. No Japão, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nokanshi&lt;/span&gt; é uma espécie de coveiro. Seu ofício também é abrir portas para o morto, mas não no sentido de um espaço de terra apropriado para guardar o caixão. Ele é responsável por purificar o corpo do finado para a entrada no novo universo. A prática engloba todo um ritual de respeito e exaltação daquele que parte, e contempla vários detalhes e regras que precisam ser seguidas à risca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A partida&lt;/span&gt;, dirigido por Yôjirô Takita, revela esse ofício e os preconceitos sociais arraigados a ele. A película, que ganhou este ano o Oscar de melhor filme estrangeiro, tem uma narrativa que bebe do estilo americano de ser [e difere dos filmes orientais aos quais tive acesso nos últimos tempos]. As falas são abudantes e há voz em off narrando. No início, o personagem principal aparece caricato, com trejeitos faciais que remetem facilmente ao estilo mangá. Felizmente, o filme e o ator encontram o tom de seriedade necessário para tratar o tema, deliciosamente mórbido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daigo (Masahiro Motoki) é um violoncelista desempregado que, junto à esposa, decide voltar para a sua cidade de origem. O primeiro emprego que encontra é o de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nokanshi&lt;/span&gt;, apesar de jamais ter ido a um enterro. O salário é bastante satisfatório, apesar dos preconceitos arraigados a prática. Por isso, ele decidi sequer contar à mulher o que faz, deixando no ar seu papel de turismólogo, sem dizer exatamente o destino habitual dos passageiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ritual de passagem em si é o que embeleza a película. Fato que a primeira ação de Daigo poderia ter um quê de dramacidade de interpretação menor. Isso porque as demais cenas da preparação revelam que a delicadeza, essa sim, é o ponto principal do ofício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho consiste em limpar, maquiar e vestir o defunto para o enterro. Os movimentos são como um balé bem ensaiado, no qual o corpo do morto não pode transparecer. O importante ali é deixá-lo com aspectos semelhantes aos de vida. No fim das contas, o ofício é nobre e significativo para os familiares, o que me deixou sem entender o motivo da repulsa da sociedade por aqueles que exercem a profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da história, ainda os dramas familiares que perpassam a vida do antigo violoncelista – dando o tom de drama hollywoodiano necessário para agradar a academia. Atenção também para os silêncios, as expressões delicadas e os gestos contidos, que falam exacerbadamente sobre a cultura daquele povo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1208590568973495302-372981253995283694?l=acalantocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acalantocultural.blogspot.com/feeds/372981253995283694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acalantocultural.blogspot.com/2009/06/delicadeza-para-partir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1208590568973495302/posts/default/372981253995283694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1208590568973495302/posts/default/372981253995283694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acalantocultural.blogspot.com/2009/06/delicadeza-para-partir.html' title='&lt;b&gt;Delicadeza para partir&lt;/b&gt;'/><author><name>Acalantador Cultural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04814305088046691318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/Si2gAodT4MI/AAAAAAAAABs/EsaOeiTNvMg/s72-c/okuribito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1208590568973495302.post-3060403016279170956</id><published>2009-06-02T21:56:00.002-03:00</published><updated>2009-06-02T22:01:05.795-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filme'/><title type='text'>Neurótico, nervoso e divertido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/SiXKlKwKB9I/AAAAAAAAABk/jzopTMLFJXE/s1600-h/annie_hall_kobal-9239.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 246px; height: 152px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/SiXKlKwKB9I/AAAAAAAAABk/jzopTMLFJXE/s320/annie_hall_kobal-9239.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342899272835270610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Woody Allen tem um quê narcisista. Gosta de falar incansavelmente em seus filmes, nos quais sempre aparece em destaque. Em Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall), de 1977, ele, na primeira cena, conversa com o público, olhando para a câmera. De certa forma, define-se nesse momento (como personagem e indivíduo), utilizando-se da ironia e do seu jeito meio desengonçado de se expressar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O personagem, Alvy Singer, beira os 40 anos, sem crise aparente (?). É judeu, humorista e pouco ri. Reclama incansavelmente de tudo e de todos. É ranzinza, e tem humor tênue apesar de tudo. Imagina situações o tempo todo, criando momentos divertidíssimos. Já fora casado e aparenta certo ceticismo em relação aos relacionamentos, vide “piada” no trecho inicial da película.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tal Annie do título, interpretada por Diane Keaton, é sua namorada de idas e vindas, jovem cantora em início de carreira, que balanceia poucos momentos de felicidades junto ao namorado e muitas brigas e estresses na maior parte do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressão que dá é a falta de encaixe. Ela é leve, aberta, ele pesado e fechado, se incomodando até com o “som do silêncio”. Ele faz análise há 15 anos, e paga para que ela entre no mesmo caminho. Mas os especialistas obtêm pouco sucesso com as seções realizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título, em português, traduz bem o trabalho, e os atores têm uma química impagável. Durante 1h30, Allen busca explicar os motivos do relacionamento não ter dado certo, quando começa afirmando que não entraria em um clube que o aceitasse como sócio, mostrando ceticismo em relação ao namoro e casamento. Termina, contudo, aceitando o fato de precisar dos “ovos” para sobreviver. E quem não precisa deles, mesmo quebrados?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1208590568973495302-3060403016279170956?l=acalantocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acalantocultural.blogspot.com/feeds/3060403016279170956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acalantocultural.blogspot.com/2009/06/neurotico-nervoso-e-divertido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1208590568973495302/posts/default/3060403016279170956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1208590568973495302/posts/default/3060403016279170956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acalantocultural.blogspot.com/2009/06/neurotico-nervoso-e-divertido.html' title='&lt;b&gt;Neurótico, nervoso e divertido&lt;/b&gt;'/><author><name>Acalantador Cultural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04814305088046691318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/SiXKlKwKB9I/AAAAAAAAABk/jzopTMLFJXE/s72-c/annie_hall_kobal-9239.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1208590568973495302.post-1287178986912087779</id><published>2009-05-28T12:45:00.002-03:00</published><updated>2009-05-28T12:50:30.414-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>A luz, o cão e o rio</title><content type='html'>Imagem: Reprodução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/Sh6yl34uwkI/AAAAAAAAABc/R17Jt-HXQJs/s1600-h/300px-Recife_Antigo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/Sh6yl34uwkI/AAAAAAAAABc/R17Jt-HXQJs/s320/300px-Recife_Antigo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340902571834786370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Bonito ver o rio de arte se espalhar por todos os córregos. De graça. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O cão sem plumas &lt;/span&gt;nem ladrou por um trocado; deixou a porta aberta e entrou quem quis. A maioria era de escolas públicas, duas, se não estou enganado. No início, achei que também faltava pluma na platéia. Faltava calma, seriedade. Até um pouco de respeito por quem abriu sua arte sem nada pedir. Mas a música cessou, a luz fez-se clara aos poucos, e o silêncio veio. Ainda ficou a sensação de dúvida: será que eles conseguiram submergir naquele universo? Ou só os acessos de jocosidade do ator tocaram? As palmas chegaram forte, mas revelaram que o universo ainda incomum e o texto denso não se tornaram entendível por completo. A esperança é que, ao menos, tenham aberto um caminho sem volta: o da vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;João Cabral de Melo Neto&lt;/span&gt; produziu o poema &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O cão sem plumas&lt;/span&gt;, uma ode ao rio Capibaribe, na década de 50 do século passado, quando ali já se revelava a degradação que hoje é aparente em uma maior escala. Na última semana, inclusive, passando por ele, notei a água escura, como lama, por causa da chuva, e lembrei do odor forte e dos dejetos sempre vistos ao transpassá-lo quase que diariamente entre os idos de 2006 e 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O cão sem plumas &lt;/span&gt;já dizia faltar brilho aquele rio. E essa falta de beleza – ou essa beleza triste – acabou sendo delicadamente retratada pelo ator Sílvio Pinto no monólogo de mesmo nome, dirigido pelo cineasta Camilo Cavalcanti. O texto é encenado de forma literal, sem cortes. Precisei de concentração para não me perder em pensamentos outros diante de tanta subjetividade. Mas a iluminação impecável e o olhar meio triste, meio vagabundo do ator acabaram por solidificar o transporte completo ao mundo ali retratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário brinca com a idéia da palafita na beira do rio, da sujeira toda ali jogada, seja o computador velho, seja a grade de ferro que não serve mais. Quem proclama os versos é um mendigo, que precisa comer o queijo mofado, e beber álcool para entrar em devaneios. Ele fuma com olhar pesado, e treme. Ri e chora ao mesmo tempo. Busca ter vida onde está se perdendo vida. Acende a lamparina, único ponto de luz da casa, e ainda acredita que o dia pode adquirir um novo dia – e outros vôos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trilha sonora, não mais ao vivo, é um elemento cênico bastante presente, principalmente quando as luzes se apagam para mostrar o ator na parte seguinte do poema. No começo, por exemplo, ela toca sem parar e fiquei me perguntando quando começaria a encenação de fato. Mas, creio, ela traz uma espécie de relaxamento, para a tapa e densidade que vem em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pouco mais de 30 minutos, o monólogo espalha sua mensagem. E os aplausos são mais que válidos. Vale salientar que a montagem foi possível por causa do financiamento do Funcultura, uma das promoções do Governo para auxílio das artes. A Secretaria Estadual de Educação também apoia a peça, por isso a ação junto aos alunos de escolas públicas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1208590568973495302-1287178986912087779?l=acalantocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acalantocultural.blogspot.com/feeds/1287178986912087779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acalantocultural.blogspot.com/2009/05/luz-o-cao-e-o-rio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1208590568973495302/posts/default/1287178986912087779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1208590568973495302/posts/default/1287178986912087779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acalantocultural.blogspot.com/2009/05/luz-o-cao-e-o-rio.html' title='&lt;b&gt;A luz, o cão e o rio&lt;/b&gt;'/><author><name>Acalantador Cultural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04814305088046691318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/Sh6yl34uwkI/AAAAAAAAABc/R17Jt-HXQJs/s72-c/300px-Recife_Antigo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1208590568973495302.post-8197704515348365384</id><published>2009-05-20T23:20:00.002-03:00</published><updated>2009-05-20T23:28:36.327-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Dos significados que vão além</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/ShS7ZPF92hI/AAAAAAAAABE/X5kgViogQDY/s1600-h/pufpuf+056.1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 159px; height: 251px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/ShS7ZPF92hI/AAAAAAAAABE/X5kgViogQDY/s320/pufpuf+056.1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338097500563560978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Livro é uma publicação não periódica, impressa, contendo, no mínimo, 48 páginas, excluindo dessa contagem a capa. Gostar é achar bom ou belo ou dizer: aprovado. Dicionário é uma reunião de vocábulos de uma língua, dispostos em ordem alfabética e com significado ou equivalente no mesmo e/ou outro idioma. Isso também designa que: lá posso encontrar origem e definição de cada palavra aqui descrita.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;As três denominações acima citadas pretendem exemplificar o que é o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pequeno Dicionário de Palavras ao Vento&lt;/span&gt;. A obra de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Adriana Falcão&lt;/span&gt;, contudo, toma dimensões maiores, que só a própria autora conseguiria traduzir com esmero. Eu mesmo não me atrevo. Só sinto, sempre, sempre. Seja para passar o tempo, seja para achar designações que possam trazer sorrisos aos meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Adriana, laço não é apenas um nó corredio, que se desata com facilidade, e sim uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;espécie de nó que quando é visível, enfeita, e quando é invisível, estreita&lt;/span&gt;. Desculpa deixa de ser uma alegação atenuante ou justificativa de culpa, tornando-se uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;palavra que pretende ser um beijo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as deliciosas páginas, não só algumas palavras vão ganhando novos ares, mas também as letras. O “P” é a letra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;que, repetida, e com um “que” no meio, é bastante usada em casos de topada&lt;/span&gt;. O “A” se sente importante por iniciar a palavra “amor”. E o “E” &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tem a honra de juntar coisas ou pessoas, nas frases&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A brincadeira é uma conseqüência da crônica &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mania de Explicação&lt;/span&gt;, que virou livro também e é outro esmero na arte de traduzir os significados das palavras, não com os padrões rígidos da semântica, mas com a voz do coração solta para produzir beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pequeno Dicionário de Palavras ao Vento &lt;/span&gt;é livro, é dicionário e faz gostar. E prefiro não conceituar mais, com medo de tirar os outros significados possíveis. Então, fico só sentindo mais um pouco.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1208590568973495302-8197704515348365384?l=acalantocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acalantocultural.blogspot.com/feeds/8197704515348365384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acalantocultural.blogspot.com/2009/05/dos-significados-que-vao-alem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1208590568973495302/posts/default/8197704515348365384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1208590568973495302/posts/default/8197704515348365384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acalantocultural.blogspot.com/2009/05/dos-significados-que-vao-alem.html' title='&lt;b&gt;Dos significados que vão além&lt;/b&gt;'/><author><name>Acalantador Cultural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04814305088046691318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/ShS7ZPF92hI/AAAAAAAAABE/X5kgViogQDY/s72-c/pufpuf+056.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1208590568973495302.post-7894405928995477738</id><published>2009-05-20T14:00:00.000-03:00</published><updated>2009-05-20T14:09:09.625-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filme'/><title type='text'>Porque ainda é estranho ser feliz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/ShQ3xCxOhqI/AAAAAAAAAA0/07RLcb0MxI4/s1600-h/simplesmentefeliz_2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 165px; height: 243px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/ShQ3xCxOhqI/AAAAAAAAAA0/07RLcb0MxI4/s320/simplesmentefeliz_2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337952774037341858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Desconfio de quem é feliz demais. Não acho isso impossível, mas só ver sorrisos e euforia de outrem é por demais estranho. A atriz Sally Hawkins encarou o desafio de viver uma personagem exatamente assim, com umas pitadas extras de esquisitismo, no filme &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Simplesmente Feliz&lt;/span&gt; (Happy go lucky). E, taí, ela conseguiu me convencer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Poppy entra em cena pedalando sua bicicleta. Sorri para uma Londres colorida. Tenta diálogo com um nerd de um sebo, sem sucesso, e o deixa com um pedido de ser mais alegre durante o dia. O descaso do próximo não a intimida. Seja na recusa de receber atos positivos ou quando a atacam diretamente – como ao perceber que a sua bicicleta fora roubada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente do que ocorrer, Poppy continuará sorrindo. Sua roupa, de certa forma, também sorri: tons fortes e uma variada sobreposição de peças, entre botas, meia calça detalhada, saia de ponta, blusas coloridas e pulseiras, muitas pulseiras. Sem dúvida, essa é a arma dela para o mundo: ser feliz e manter o equilíbrio, não importa o que aconteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, ao seu redor estão outras pessoas que misturam felicidade e esquisitices. Uma, em especial, é responsável pelos momentos mais divertidos e estressantes da película. Scott (Eddie Marsan) é um azedo instrutor de autoescola. Não sorri, é metódico e atento a regras, além de ser emocionalmente subdesenvolvido. Demonstra não suporta o aspecto “transgressor” de Poppy, e sua insistência em dirigir de botas. Sai do sério com constância, mas não desisti de torná-la uma exímia e comportada motorista – ou algo mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A personagem aguenta todo o estresse com um sorriso nos lábios. E não é por idiotice. Mas por arquitetar planos de modificar, o pouco que seja, aquela personalidade. No meio disso, por uma única vez, ela retira totalmente o sorriso dos lábios, e a máscara da felicidade não cai. Sim, ali está uma pessoa verdadeira, e que, no momento de tensão máxima, se expressa com a exatidão necessária. E, logo em seguida, voltar ao que realmente é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poppy é professora primária, trintona solteira e com amigas que seguem a sua premissa de viver. Com essas, são produzidos diálogos que falam pelas beiradas, como se tudo fosse uma brincadeira de adivinhação: entendeu, ganhou! E ganhamos todos um pouco mais de felicidade com Poppy. Uma estranha felicidade. Mas existente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1208590568973495302-7894405928995477738?l=acalantocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acalantocultural.blogspot.com/feeds/7894405928995477738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acalantocultural.blogspot.com/2009/05/porque-ainda-e-estranho-ser-feliz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1208590568973495302/posts/default/7894405928995477738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1208590568973495302/posts/default/7894405928995477738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acalantocultural.blogspot.com/2009/05/porque-ainda-e-estranho-ser-feliz.html' title='&lt;b&gt;Porque ainda é estranho ser feliz&lt;/b&gt;'/><author><name>Acalantador Cultural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04814305088046691318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/ShQ3xCxOhqI/AAAAAAAAAA0/07RLcb0MxI4/s72-c/simplesmentefeliz_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1208590568973495302.post-8378358558672868618</id><published>2009-05-19T22:00:00.008-03:00</published><updated>2009-05-19T22:16:16.091-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Preto no branco</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/ShNXnWMr2dI/AAAAAAAAAAs/KlglRU2tLRg/s1600-h/contonegreiro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 128px; height: 195px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/ShNXnWMr2dI/AAAAAAAAAAs/KlglRU2tLRg/s320/contonegreiro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337706316849469906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Marcelino Freire&lt;/span&gt; nada mais era, para mim, do que algo adaptável ao palco do teatro. Três espetáculos e uma performance depois, resolvi degustar as letrinhas que deram origem às “franquias” criadas a partir da obra do escritor. Comecei pelo livro ganhador, em 2006, na categoria contos, do prêmio Jabuti.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Na capa, uma tarja preta moldura o título da publicação. Na contra-capa, a tarja branca com o código. No resto, o branco e o negro, que ainda precisam se libertar de tarjas e da percepção do que são as cores.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Contos Negreiros&lt;/span&gt; é formado por 16 textos rápidos. Certeiros, como deve ser o último ato do toureiro com o touro. Ácidos, sem floreio. Muita rima simples.  Pouca pontuação - algo agoniante para quem adora uma vírgula. Preconceito, violência, amor entre semelhantes – tríade que se repete, em formatos diferentes, nos escritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o preto que trabalha com o saco de cimento, mas não quer ser escravo de ninguém. O homem que só quer dinheiro e ver outro bem, mas chega a porra da repressão e diz que o rim tem ficar com ele, se não é crime. A menina que se espelha em Xuxa. A velha que não aguenta mais ver ninguém querendo vender chocolate, chiclete, religião ou assalto. Ou o que pensa em, ao menos, poder ter a opção por cela especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto dos formatos, da idéia-primeira que germinou o texto. Não gosto, contudo, do discurso simplista do negro-pobre, vítima da escravidão, do sistema, asco da sociedade - apesar de ser um viés inovador. Como li em outra crítica, o “raciocínio curto” não fomenta questões da sociedade que revelam a realidade contrária ou auxiliam nas mudanças de fato. Mas, claro, qualquer ângulo é passível de percepções. É só sabermos adaptá-las.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1208590568973495302-8378358558672868618?l=acalantocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acalantocultural.blogspot.com/feeds/8378358558672868618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acalantocultural.blogspot.com/2009/05/preto-no-branco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1208590568973495302/posts/default/8378358558672868618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1208590568973495302/posts/default/8378358558672868618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acalantocultural.blogspot.com/2009/05/preto-no-branco.html' title='&lt;b&gt;Preto no branco&lt;/b&gt;'/><author><name>Acalantador Cultural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04814305088046691318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/ShNXnWMr2dI/AAAAAAAAAAs/KlglRU2tLRg/s72-c/contonegreiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1208590568973495302.post-2079834160757443610</id><published>2009-05-10T01:49:00.005-03:00</published><updated>2009-05-19T22:13:58.599-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Volúpia e narcisismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/SgZdcezCHbI/AAAAAAAAAAU/yxpB-jHnLIM/s1600-h/memoriasdoabade.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 138px; height: 188px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/SgZdcezCHbI/AAAAAAAAAAU/yxpB-jHnLIM/s320/memoriasdoabade.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334053552551763378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Vestidos suntuosos, longas caudas, anágua, brincos, pintas artificiais. Cabelo sempre impecável, após as horas e horas de cuidados. Idas à igreja com constância, trabalhos de caridade e divertimento em óperas e peças teatrais. Sempre, todos a elogiá-la, homens e mulheres. Ela, por saber dos seus atributos, não corava; confirmava tudo, e orgulhosa ficava do que era. Na verdade, orgulhosa do que criara.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A dama do século XVII descrita, de fato, era um abade francês, chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;François-Timoléon de Choisy&lt;/span&gt;. Transvestir-se de mulher não foi bem um costume que o acometeu de momento, mas um resquício da infância, quando a mãe o vestia de garota para fazer companhia a Felipe d’Orleans, irmão de Luís XIV, o Rei Sol. A atitude pretendia evitar que Felipe tentasse qualquer golpe contra o irmão. Mas o que importa mesmo é o que fizera o tal amiguinho de posse dos atributos femininos, tudo descrito no livro &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Memórias do abade de Choisy vestido de mulher&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não aflorar uma das principais características masculinas, a barba, usara desde os cinco anos uma loção que ajudava a deixar a tez como a de uma dama. Os seios surgiam com o espartilho a apertar o corpo de curvas voluptuosas na medida certa. O resto provinha da beleza nata. Alguns ainda perguntavam: “verdade mesmo que ele é homem? Não lhe faltam razões para se passar por mulher”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico na dúvida se os fatos narrados eram verídicos mesmo ou não. Sabe-se que os escritos foram realizados quando o abade já portava idade avançada. Provavelmente, ele unira fatos à imaginação. E cá surgiu a história. Vale salientar que a vestimenta de mulher não era com o objetivo de atrair a comunidade masculina da época. Gostava dos galanteios, mas no livro não há nada que demonstre uma queda dele pelo mesmo gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava mesmo de seduzir moças. Levava-as para semanas de aprendizagem em sua casa, quando lhes eram ensinadas a arte de manter os cabelos belos, recitar ou atuar – além de como se aconchegar na cama e dar beijos lascivos. As moiçolas a admiravam e a paixão vinha, avassaladora. Não entendo como mães e padres presenciavam certas atitudes e nada achavam. Algo fantasioso ou um modernismo exacerbado para a época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei o livro repetitivo, por descrever situações por demais semelhantes, apesar das investidas serem em momentos distintos – quando a comunidade onde estava sabia ou não da sua real identidade, por exemplo. Contudo, a leitura traz dados sobre costumes e etiquetas da época, e mostra como se sentem aqueles que se prendem na sua própria grandeza. Um posfácio ainda conta a tragetória de Choisy, conhecido por seus livros que abordam história e religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única dúvida que ainda me acomete é se a madame chegava a consumar de fato as noites com suas aprendizes, e se as mesmas chegavam a sentir o homem que ali estava.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1208590568973495302-2079834160757443610?l=acalantocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acalantocultural.blogspot.com/feeds/2079834160757443610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acalantocultural.blogspot.com/2009/05/volupia-e-narcisismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1208590568973495302/posts/default/2079834160757443610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1208590568973495302/posts/default/2079834160757443610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acalantocultural.blogspot.com/2009/05/volupia-e-narcisismo.html' title='&lt;b&gt;Volúpia e narcisismo&lt;/b&gt;'/><author><name>Acalantador Cultural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04814305088046691318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/SgZdcezCHbI/AAAAAAAAAAU/yxpB-jHnLIM/s72-c/memoriasdoabade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1208590568973495302.post-1425129243297713431</id><published>2009-05-04T20:15:00.004-03:00</published><updated>2009-05-19T22:13:31.904-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alfred Hitchcock'/><title type='text'>Suspense além do chuveiro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/Sf928m_obzI/AAAAAAAAAAM/gNSqAbYPCY8/s1600-h/psicose-poster06.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 229px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/Sf928m_obzI/AAAAAAAAAAM/gNSqAbYPCY8/s320/psicose-poster06.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332111267461623602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tenho problemas em ser levado para outras eras. Ouço falar das célebres cenas da sétima arte e, ao degustá-las, fica um tom azedo na língua, a sensação de já vi isso de forma mais tecnológica ou o velho ‘poderia ser melhor’. A cena do chuveiro de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Psicose&lt;/span&gt;, por exemplo, não teve o impacto que esperava. Ok, ok, preciso ser transportado uns 50 anos para entender o real impacto daquilo. Mas dou uma de rogado e fico com as minhas interpretações contemporâneas – ao menos desta vez.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Gosto do tom ameno da sensualidade das personagens de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alfred Hitchcock&lt;/span&gt;, dos ares de galhardia e do suspense sutil, mais investigativo, menos sangue e gritos. Assim é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Psicose&lt;/span&gt;. Marion Crane, a tal lá da ducha, sai da tela cedo, mas permeia toda a narrativa. Em sua primeira cena, está acometida por uma paixão de horários alternativos. Demonstra sua pureza pelo sutiã branco, e por ainda rogar pelo amor completo. Mas também pensa. Seja para levantar a possibilidade do fim, ou para arrumar meios, mesmo que ilícitos, para conseguir o almejado – portando agora seu sutiã preto e fatal. Tudo com um rosto impassivo, sem tanta expressão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;É, falta expressão à Marion. Na saga que a leva até a famosa cena, sobressaltos e perseguição, mas pouco nervosismo ela demonstra. Poderia crer ser apenas o meio de fuga, para transparecer uma pureza plena, mas não acredito na hipótese. De qualquer forma, fica o terror do semblante durante as facadas, que provocaram pouco sangue e lesões corporais para o meu gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a partir daí, contudo, pós cena célebre, que a história engrena. Algo meio &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Agatha Christie&lt;/span&gt;. Quem será o autor do delito? Na área do crime, apenas dois moradores: Norman Bates e sua mãe. Qual dos dois? Há mais alguém? Por que tentar esconder os fatos de outrem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As explicações finais são mais que válidas. A expressão do assassino, então, confirma que ali está um argumento enxuto e verídico, não explicações à la trilogia Pânico. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hitchcock&lt;/span&gt; pode até ter me decepcionado com a cena do chuveiro, mas mantive sua áurea de bom cineasta por tudo que veio depois, com o mastigar do doce.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1208590568973495302-1425129243297713431?l=acalantocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acalantocultural.blogspot.com/feeds/1425129243297713431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acalantocultural.blogspot.com/2009/05/suspense-alem-do-chuveiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1208590568973495302/posts/default/1425129243297713431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1208590568973495302/posts/default/1425129243297713431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acalantocultural.blogspot.com/2009/05/suspense-alem-do-chuveiro.html' title='&lt;b&gt;Suspense além do chuveiro&lt;/b&gt;'/><author><name>Acalantador Cultural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04814305088046691318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AIJHtXF4WzM/Sf928m_obzI/AAAAAAAAAAM/gNSqAbYPCY8/s72-c/psicose-poster06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
